Sucessão familiar na empresa

Coaching de alto nível para resultados excepcionais

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Sucessão familiar na empresa

Em minha prática de coaching, a solicitação mais comum que recebo é sempre relacionada com o atendimento a filhos de empresários que precisam de apoio e orientação para a gestão do negócio da família. Levando em consideração que o universo de empresas familiares bate de longe o número de empresas não familiares, é óbvio que a necessidade desses empresários resolverem os seus problemas relacionados a filhos x administração é  proporcional a esse universo.

Gostaria de dizer aqui qual seria a situação ideal: os filhos tocando a empresa com os pais, e na hora da passagem do bastão o filho ou filha assumindo o lugar do pai.

Infelizmente, na prática a teoria é outra. Ter os filhos como única opção de continuar os negócios não é necessariamente a melhor, e garanto que é muito mais trabalhosa e por que não dizer, sofrida. Pela simples razão de que são raras as situações em que pais x filhos conseguem separar as coisas, diferenciando o que é de casa e o que é do trabalho. Vale dizer, a relação na empresa passa a ser uma continuidade da relação doméstica, muitas vezes trazendo à tona até as chineladas ou as discussões aos gritos entre um pai autoritário e um filho rebelde aos 13 anos de idade.

Leve em conta que toda empresa deve ter um líder. Nem todos os(as) filhos(as) trabalhando na empresa, entendem como tal. Alguns se julgam o filho do dono, e se tiver uma participação societária, por menor que seja, pior ainda, pois irá se julgar o dono. Por conseqüência, a relação pai (mãe) x filho (filha) será muito desgastante e irá se deteriorar afetando o lado pessoal para ambos.

Qual a situação ideal então? Ter os filhos no início da vida profissional trabalhando em uma empresa fora da família, cujo dono ou chefe, de preferência, não tenha nenhum vínculo com a família do(a) jovemem questão. Issofará com que este valorize cada momento de aprendizado, crie um senso de disciplina, respeito às pessoas, sejam estas superiores, pares ou subordinados, obediência hierárquica, objetivos a atingir, criação, produção e a importância dos resultados.  Mais tarde, ao passar a trabalhar na empresa da família, a visão desse(a) jovem será muito diferente, profissional e voltada a resultados.

O que tem acontecido na maioria das vezes, é que os pais (leia-se empresários) colocam os filhos muito jovens dentro da empresa, muitas vezes dando-lhes muito poder, ou se não, estes incorporam para si o poder que emana dos pais, entretanto sem grande responsabilidade.

A solução existe, porém custará muito mais corrigir uma situação distorcida do que partir de uma situação correta. Tenho participado de mudanças maravilhosas e estimulantes, em que ao (à) jovem apenas faltava um pouco de orientação, e que começam a brilhar em curto espaço de tempo. Mas aproveite um pouco da minha experiência. Se o seu caso não tem retorno e as coisas já começaram no segundo estágio, tudo bem: “Coaching neles”!! Caso contrário, é mais fácil começar certo do que corrigir mais tarde. Ao seu sucesso!!!

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